Existem várias versões sobre a origem do tarot, alguns dizem que ele foi introduzido na Europa no século XIV, provavelmente por ciganos originários da Ásia central, outros que a sua origem se encontra nos rituais religiosos e nos símbolos dos antigos egípcios. Ainda outros encontram paralelos com as crenças celtas pagãs, estudiosos mais sérios afirmam que as cartas do tarot surgiram entre os séculos VX e XVI, no norte da Itália e foram criados para um jogo do mesmo nome, que era jogado pelos nobres e pelos senhores das casas mais tradicionais da Europa Continental. Porém quem, quando e onde ele foi inventado comprovadamente, continua um mistério, é lógico que se quisermos basear nossa exploração de suas origens em evidências comprovadas, os primeiros baralhos de tarot aqueles que incluem tanto os quatro naipes quanto os arcanos maiores, surgiram durante a segunda metade do século XV, e foram pintados na Itália. Existem dois exemplares desses baralhos, um deles é conhecido como baralho de Carlos VI e o outro como o baralho de Visconti-Sforza.
Por muito tempo, as cartas de tarot permaneceram um privilégio da classes altas e,embora alguns sermões do século XIV advertissem para o mal existente nas cartas, a maioria dos governos civis geralmente não condenava as cartas de tarot no seus primórdios. De fato em algumas jurisdições, as cartas do tarot eram especialmente isentas das leis que proibiam os jogos de cartas. Como os tarôs antigos eram pintados à mão, estima-se que o numero de baralhos era um tanto pequeno, e foi apenas depois da invenção da imprensa que a produção em massa se tornou possível. Durante a fase de produção artesanal das cartas, desenvolveram-se muitas variedades regionais com diferentes sistemas de naipes e também na ordem dos trunfos. Com a expansão do jogo do tarot pela Europa, originalmente um jogo italiano, espalhou-se pelo sul da França, Suíça, Bélgica, sul da Alemanha e pelo então Império Austro Húngaro. Vários baralhos sobreviveram desde essa época, vindos de várias cidades da França, o mais conhecido deles foi um baralho da cidade de Marselha, e assim denominado tarô de Marselha. Por volta da mesma época o termo tarocchi apareceu. Dessa forma o assim chamado tarô de Marselha, por ser produzido nessa cidade difundiu-se pela Lombardia. Os tarôs ate então usavam o mesmo sistema de naipes que era na época usado na produção de cartas de baralhos comuns, os chamados naipes Espanhóis. Em 1470 os fabricantes de cartas franceses desenvolveram o chamado sistema francês, que são os símbolos usados nas cartas de baralho atuais. Esse sistema mesmo sendo mais simples de imprimir, não se difundiu muito depressa e foi usado primeiramente para os baralhos comuns. Somente por volta de 1750 na Alemanha, foram produzidos os primeiros tarôs com naipes franceses, e ate o principio do século XIX já haviam sido substituídos em praticamente toda à Europa, os tarôs tradicionais para fins de jogo. Os novos tarôs caracterizam-se por uma maior liberdade na representação dos trunfos, as figuras tradicionais foram substituídas por figuras coloridas, esse tipo de carta é usado atualmente para o jogo.
O Tarot é constituído de 78 cartas (arcanos) e está dividido em dois grandes grupos :
Arcanos Maiores (22 cartas) Arcanos Menores (56 cartas)
Os Arcanos Maiores possuem 22 símbolos arquetípicos que revelam os estados latentes das idéias e possibilidades da vida, a saber.
Os Arcanos Menores expressam os resultados e as formas das idéias, contidos no primeiro conjunto, possui 56 arcanos distribuídos por quatro símbolos básicos:
O Naipe de Ouros Representa o elemento terra;
O Naipe de Espadas Representa o elemento ar;
O Naipe de Copas Representa o elemento água;
O Naipe de Paus Representa o elemento fogo.
Por sua vez, cada naipe possui dez arcanos numerados e quatro arcanos com figuras da corte medieval:
Valete
Cavaleiro
Rainha
Rei
As cartas do tarot podem nos proporcionar o desenvolvimento do diagrama da vida, numa visão ampla do que se deseja, do que as pessoas nos imputam ou o destino planeja. De um jeito ou de outro a vida não para, nunca, nem quando estamos ganhando, nem quando estamos perdendo. Tudo é cíclico e inevitável, o ganho a perda, o amor o ódio, a paz e a dor. Entender, aceitar e assimilar á rotatividade do destino é viver em paz, portanto aproveite a infinita força do autoconhecimento e siga vitorioso pelo seu caminho terrestre.
“Sabemos quem somos, mas não sabemos quem podemos vir a ser.” ShaKespeare, Hamlet (ato 4).